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Grass: o que é, quanto paga e como ganhar (guia 2026)

O que é o Grass, quanto paga de verdade, como funciona o token GRASS e como começar com segurança. Guia atualizado com dados oficiais de 2026.

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Ricardo Zago
· 19 min de leitura · Web3

Quanto vale a parte da sua internet que fica parada enquanto você dorme? Para você, provavelmente nada. Para os laboratórios de inteligência artificial que pagaram US$ 17 milhões ao Grass só no primeiro semestre de 2026, vale bastante.

O Grass é uma rede que paga pessoas comuns para compartilhar a banda de internet que elas não estão usando. Essa banda vira a porta de entrada para coletar dados públicos da web, e esses dados treinam modelos de IA. Em 2024 o projeto virou febre por causa de um airdrop gigante. Em 2026 ele virou outra coisa: um negócio com receita em dólar, clientes que compram de novo e uma mudança importante na forma de recompensar quem participa.

Neste guia eu explico como a rede funciona por dentro, quem paga a conta, quanto um usuário comum recebe de verdade (o número é menor do que muito vídeo promete) e como começar sem cair em site falso. Tudo checado nas fontes oficiais do projeto, com data.

O que é o Grass, em uma frase

O Grass é uma rede de proxy residencial descentralizada: milhões de computadores e celulares emprestam a capacidade ociosa da conexão para que empresas verificadas acessem páginas públicas da web, e quem empresta recebe recompensas por isso.

Pense na sua internet como uma estrada de várias faixas. Na maior parte do dia você usa uma ou duas. O Grass pega as faixas vazias e coloca para rodar pedidos de dados públicos, sem encostar no que você está fazendo nas faixas ocupadas.

O site oficial fala em mais de 8,5 milhões de usuários no mundo (grass.io). O app roda em Windows, Mac, Linux, Android e como extensão do Chrome. Não existe versão para iPhone.

Quem está por trás

Aqui o Grass tem um desenho pouco comum, e vale entender porque ele muda a pergunta “para onde vai o dinheiro”.

No topo está a Grass Foundation, uma fundação sem membros nem acionistas, supervisionada por um supervisor independente e três diretores independentes. Abaixo dela ficam subsidiárias integrais que operam cada negócio: a Grass OpCo Ltd. cuida do protocolo, da rede de proxy e dos programas de recompensa e staking; a Grass DataCo Ltd. vende dados públicos da web para laboratórios de IA; a Grass SearchCo Ltd. desenvolve os produtos de busca e acesso em tempo real (estrutura oficial, 02/10/2026).

Quem construiu a tecnologia foi a Wynd Labs, cujo CEO assina como Andrej. Antes do lançamento do token, a Wynd transferiu toda a propriedade intelectual para a Grass OpCo e passou a atuar como prestadora de serviços, remunerada por contrato. Segundo o próprio projeto, desde a criação do token todo dinheiro captado passou pelo ecossistema do token, sem rodada de equity, e não há plano de criar uma.

Na prática, isso significa que a receita dos contratos com empresas de IA fica com as entidades do Grass, e não com uma startup privada acima da rede. É um desenho pensado para evitar que o valor vaze para acionistas. Se ele vai funcionar a favor de quem participa da rede, depende de decisões que ainda estão sendo tomadas, como você vai ver mais à frente.

Como a rede funciona por dentro

O seu aparelho vira um nó da rede, e o trabalho dele é simples: receber um pedido para abrir uma página pública e devolver a resposta. Quem pede é um cliente verificado; quem organiza o caminho são duas outras peças, os validadores e os roteadores (documentação do nó).

O caminho de um pedido segue esta ordem:

  1. Um cliente (por exemplo, um laboratório de IA) pede o conteúdo de uma página pública.
  2. Um validador confere a legitimidade do pedido. Todas as partes assinam digitalmente a requisição.
  3. Um roteador direciona o pedido para um nó com boa reputação, na região de onde a demanda vem.
  4. O seu nó acessa o site usando o seu IP residencial e devolve a resposta criptografada ao roteador.

Por que o IP residencial importa? Porque boa parte da internet bloqueia robôs de coleta que saem de data centers. Um pedido que sai de uma casa em São Paulo ou em Ohio passa por onde um servidor da Amazon seria barrado. É exatamente isso que os clientes compram.

Cada nó recebe uma nota de reputação baseada em quatro critérios: completude, consistência, pontualidade e disponibilidade dos dados que entrega. Nó estável, atualizado e numa região com demanda recebe mais tráfego. Nó instável, atrás de VPN ou numa região com pouca procura recebe pouco ou nada.

O token GRASS roda na Solana. O Grass não tem blockchain própria nem conjunto de validadores na camada de consenso; a Solana serve como camada de coordenação do token, do staking e das recompensas.

Quem paga a conta: IA com fome de dados

O Grass faturou US$ 17 milhões em 2025 e outros US$ 17 milhões só no primeiro semestre de 2026, segundo o resumo oficial da chamada com detentores de 7 de julho (recap oficial). A receita vem quase toda da venda de dados de treinamento para empresas de IA.

PeríodoReceita reportada
1º semestre de 2025US$ 2,7 milhões
2º semestre de 2025US$ 14,3 milhões
1º semestre de 2026US$ 17 milhões
Projeção para 2026 inteiroUS$ 65 a 75 milhões

O mesmo documento cita US$ 18 milhões para o primeiro semestre de 2026 em outro trecho. A diferença é pequena, mas registro aqui porque números de projeto cripto merecem leitura atenta. A projeção de 2026 depende de cerca de US$ 15 milhões em contratos que escorregaram para o terceiro trimestre e de outros US$ 35 milhões em negociações avançadas.

Quem são os clientes? O Grass não divulga nomes, porque datasets de treinamento são tratados como segredo industrial. O projeto descreve a base como empresas privadas de IA, companhias da Fortune 100 (incluindo membros das chamadas Sete Magníficas), laboratórios novos e desenvolvedores especializados em vídeo, voz sintética e código. Também afirma que quase todo cliente já comprou de novo.

A operação custa entre US$ 2 e 3 milhões por mês, a maior parte em computação, armazenamento e banda, e o projeto se declara lucrativo. Cerca de 20% do gasto do primeiro semestre de 2026 foi pago à Wynd Labs, principalmente pelos 45 profissionais em tempo integral que ela mantém no projeto.

Por que essa demanda existe

O argumento do Grass é de escala. Modelos de fronteira com 12 trilhões de parâmetros precisariam de algo como 240 trilhões de tokens de treinamento, mais de cem vezes tudo o que já foi publicado em livros (Abundant Intelligence, 28/09/2026). Esse volume só existe na web aberta, e a web aberta está cada vez mais fechada para robôs. Quem tem milhões de conexões residenciais autorizadas tem acesso que poucos têm.

O próximo produto

O plano declarado é sair do dado de treinamento, que é uma foto da internet tirada antes do modelo ser treinado, e entrar no dado de inferência, que é o acesso ao vivo. A linha se chama Live Context Retrieval e prevê três peças: uma API para abrir qualquer página pública pela rede de conexões residenciais, uma API de busca própria e a capacidade de buscar dados em vídeo, imagem, planilha e PDF. Se der certo, o Grass deixa de ser fornecedor de lote e vira infraestrutura que a IA consulta o tempo todo. É uma ambição grande, e até a data deste artigo ela está no estágio de anúncio.

Pontos, recompensas e quanto dá para ganhar de verdade

A resposta curta: para a maioria das pessoas, pouco. Na última distribuição, cerca de 150 mil usuários ficaram com 90% do tráfego da rede, e o resto dividiu o que sobrou (Stage 2, documento oficial). Entender o porquê é o que separa expectativa realista de frustração.

Os dois tipos de ponto

Desde outubro de 2025 (Epoch 11), o Grass mede a sua contribuição com dois pontos diferentes (atualização do modelo de pontos).

  • Uptime Points: medem o tempo que o seu aparelho ficou conectado e disponível. Também entram aqui os bônus por indicação e por marcos atingidos.
  • Network Points: medem a banda que a rede de fato usou. Todo dia existe um bolo fixo de 1 milhão de Network Points, dividido proporcionalmente entre quem teve banda usada naquele dia. Se ninguém usou a sua conexão hoje, você não recebe Network Points hoje, mesmo conectado.

Quanto vale cada ponto

Na distribuição do Stage 2, que cobriu de 14 de outubro de 2024 a 8 de junho de 2026, o Grass converteu os pontos em USDC (uma stablecoin pareada ao dólar) com taxas muito diferentes:

Tipo de pontoValor por ponto
Network PointUS$ 0,0049
Uptime PointUS$ 0,00000007

Traduzindo: 1 milhão de Uptime Points valeu sete centavos de dólar. O que paga de verdade é a sua banda sendo usada. Ficar conectado sem ser escolhido pela rede rende quase nada, e o mesmo vale para quem vive de indicação.

O tipo de aparelho também pesa, porque os Network Points ganharam multiplicador por dispositivo:

DispositivoMultiplicador em Network PointsMultiplicador em Uptime Points
Android10x3x
App de desktop (Windows, Mac, Linux)5x2x
Extensão do Chrome1x1x

No exemplo hipotético do próprio Grass, um usuário cuja conexão transportou 10 GB num dia em que a rede inteira transportou 100 mil GB recebe 100 Network Points. A US$ 0,0049 cada, isso dá US$ 0,49 pela extensão, ou US$ 4,90 se o tráfego passou por um Android. Repare que 10 GB por dia é um volume alto; a maioria dos nós não chega perto disso.

O que aconteceu com quem participou

Para receber a distribuição do Stage 2, era preciso ter recebido algum Network Point no período (mais de zero). O resgate abriu em 22 de julho de 2026 e vai até 22 de janeiro de 2027, dentro do dashboard oficial; o que não for resgatado fica com o Grass. Se você participou e ainda não resgatou, esse é o prazo que importa.

Veículos do setor relataram que o Stage 2 somou cerca de US$ 3 milhões e que muitos usuários antigos receberam valores de um dígito em dólar (CoinStats). O total não aparece no documento oficial, então trate como estimativa de terceiros. A reação da comunidade foi ruim, e é fácil entender: muita gente deixou o computador ligado por quase dois anos esperando outro airdrop do tamanho do primeiro.

O que vem depois de junho de 2026

Até a data deste artigo, não encontrei documento oficial dizendo em que moeda e quando serão pagas as contribuições feitas depois de 8 de junho de 2026. Sites de dados cripto especulam uma nova distribuição em token, apoiada na reserva de 170 milhões de GRASS para incentivos futuros, mas isso não foi confirmado pela Fundação. Quem entra agora entra sem saber o valor do ponto que está acumulando.

Como aumentar a chance de ser escolhido

O próprio Grass lista quatro fatores: rodar numa rede residencial (sem VPN), manter a conexão estável, deixar o app sempre atualizado e preferir Android, depois desktop, depois extensão. Localização também conta, porque a rede manda pedidos para onde a demanda está. Em dias de muita procura por dados dos Estados Unidos, por exemplo, nós americanos são mais usados.

O token GRASS: distribuição, airdrop, staking e preço

O GRASS tem oferta máxima de 1 bilhão de tokens, e só 30% foram reservados para a comunidade. Investidores iniciais e contribuidores somam 47,2% (tokenomics oficial).

DestinoTokens% da oferta
Investidores iniciais (1 ano de carência + vesting)252 milhões25,2%
Fundação e crescimento do ecossistema228 milhões22,8%
Contribuidores (1 ano de carência + 3 anos de vesting)220 milhões22,0%
Comunidade: incentivos futuros170 milhões17,0%
Comunidade: Airdrop One100 milhões10,0%
Comunidade: recompensas de roteadores30 milhões3,0%

Tokens travados não podem ser colocados em staking até serem liberados. Em março de 2026, cerca de 542 milhões estavam em circulação, perto de 54% da oferta (MEXC, 17/03/2026). Ainda há liberações programadas pela frente, e cada uma delas coloca oferta nova no mercado.

O Airdrop One

Foi o evento que colocou o Grass no mapa. Em outubro de 2024, 100 milhões de GRASS foram distribuídos: 9% da oferta para quem acumulou pontos no Stage 1, 0,5% para detentores do NFT GigaBuds e 0,5% para quem instalou o app de desktop ou o app do celular Saga (Airdrop One). O resgate começou em 28 de outubro de 2024 e terminou por volta de 27 de março de 2025. Segundo a equipe do Grass, foram cerca de US$ 300 milhões em valor para pouco mais de 2 milhões de usuários, número calculado com o preço da época (resposta da equipe no Trustpilot).

Esse airdrop explica muita coisa sobre a comunidade. Ele criou a expectativa de que deixar o app ligado vira dinheiro grande depois. O Stage 2, pago em USDC e bem menor, quebrou essa expectativa.

Staking

Quem tem GRASS pode delegar os tokens a roteadores da rede. Não há prazo mínimo, as recompensas acumulam por segundo e, para retirar, existe um período de 7 dias (staking oficial). Os roteadores cobram uma comissão sobre as recompensas. Hoje não existe slashing (perda de tokens por mau comportamento do roteador), mas a documentação avisa que isso pode entrar no futuro.

Dá para fazer staking a partir de 1 GRASS pela carteira que vem dentro do próprio app, com uma taxa única de cerca de 0,02 SOL na primeira vez, ou pelo site da Fundação usando carteiras como Phantom e Solflare (como a carteira funciona).

Receita para quem tem o token?

Esse é o ponto mais em aberto. Agregadores de notícias cripto reportaram que, na chamada de 7 de julho de 2026, houve uma votação de governança para direcionar parte da receita em USDC a quem faz staking. O resumo oficial da chamada não menciona a votação nem o resultado, e até a data deste artigo não encontrei mecanismo de repasse documentado pela Fundação. Por enquanto, o que está confirmado é que a distribuição do Stage 2 foi paga com receita e não criou token novo.

Preço

O GRASS é volátil, e isso aparece nos números. O token chegou a US$ 3,89 em 8 de novembro de 2024 e caiu mais de 90%, até US$ 0,167 em 6 de fevereiro de 2026 (MEXC, 10/03/2026). Em março de 2026 mais que dobrou em 30 dias. Não cito preço atual porque ele muda a cada minuto: consulte um agregador como CoinGecko ou CoinMarketCap antes de qualquer decisão.

Riscos e cuidados antes de instalar

O maior risco documentado do Grass está fora do app: são os sites falsos que usam o nome dele. Depois vêm as questões ligadas ao uso do seu IP e à incerteza das recompensas.

Site falso é o golpe mais comum

O projeto se chamava GetGrass, e é esse nome antigo que os clones costumam usar. Em dezembro de 2024, um usuário clicou num anúncio patrocinado de “get grass”, aprovou uma solicitação de carteira e teve os fundos drenados, sem digitar senha nenhuma (relato citado pelo Grass).

Os endereços oficiais são grass.io (site e downloads), app.grass.io (dashboard) e grassfoundation.io (Fundação e staking). Qualquer outro domínio, inclusive versões com o nome antigo e terminação .com.br, deve ser tratado como não oficial até prova em contrário. Na Google Play, o app aparece publicado por “Grass Foundation”. E o mais importante: nenhuma etapa do Grass pede frase-semente ou chave privada. Se pedir, é golpe.

O que o app acessa

O Grass afirma que só usa a banda ociosa e que não tem acesso a arquivos, histórico, senhas ou contas. O tráfego viaja criptografado. O app tem certificação da AppEsteem, programa independente que audita comportamento enganoso ou indesejado em software, e o Grass é membro da AMTSO, associação da indústria de antimalware.

Um ponto que assusta na instalação: a extensão do Chrome pede permissão para “ler e alterar dados em todos os sites”. É uma permissão ampla, e a explicação do projeto é operacional, porque a extensão precisa enviar pedidos para qualquer site público que um cliente solicitar. Se isso incomoda você, use o app de desktop, que roda fora do navegador e ainda rende mais.

O seu IP passa a ser usado por terceiros

Esse é o ponto que pouca gente explica. Quando o Grass usa a sua conexão, o site do outro lado enxerga o seu IP. Os compradores passam por verificação de identidade (KYB ou KYC), e os pedidos são para páginas públicas. Mesmo assim, você não escolhe quais sites são acessados. Em 2024, um usuário relatou bloqueios temporários de alguns sites na própria conexão depois de rodar vários apps de compartilhamento de banda ao mesmo tempo.

O mercado de proxy residencial tem um lado sujo, com aplicativos que escondem esse recurso nos termos de uso e redes usadas para mascarar crimes (Tecnoblog). O Grass se diferencia por pedir consentimento explícito, pagar o usuário e verificar clientes. Ainda assim, a lógica técnica é a mesma, e você precisa estar confortável com ela.

Três regras práticas: rode só no seu aparelho e na sua conexão, nunca em rede de empresa, faculdade ou condomínio; avise quem divide a internet com você; e leia o contrato da sua operadora, porque algumas restringem a revenda ou o compartilhamento de banda.

Recompensa incerta e elegibilidade

Pontos não são dinheiro. O valor do ponto é definido no fim de cada estágio, pela Fundação, e o Stage 2 mostrou que ele pode ficar muito abaixo da expectativa. Além disso, os termos do programa excluem jurisdições sob sanção ou com risco regulatório relevante. Confira a lista nos termos do programa de recompensas antes de investir tempo.

Imposto

O próprio Grass avisa que as recompensas podem ter implicação tributária dependendo de onde você mora. No Brasil, receber cripto, inclusive stablecoin, pode gerar obrigação de declaração e de imposto. Converse com um contador antes de converter valores relevantes.

Passo a passo para começar

O processo leva uns cinco minutos e não pede nenhum pagamento. Se em algum momento um site pedir dinheiro, frase-semente ou chave privada, pare.

  1. Crie a conta. Cadastre e-mail e senha pelo meu convite: app.grass.io/register?referralCode=lJGoTwd0JXdr8PL. Repare que o endereço começa com app.grass.io.
  2. Baixe o app certo. Os downloads ficam em grass.io/download. Prefira, nesta ordem: Android (versão 9 ou superior, pela Google Play ou pelo site), app de desktop (Windows 8.1 ou superior, macOS Big Sur ou superior, Ubuntu) e, por último, a extensão do Chrome.
  3. Faça login e confirme a conexão. O app conecta logo depois do consentimento. No dashboard você vê status, tempo conectado e pontos. No Android, libere a atividade em segundo plano, senão o sistema derruba o app.
  4. Proteja a carteira. Cada conta já vem com uma carteira na Solana, criada automaticamente. Crie a passkey em Wallet, depois Advanced Settings, depois Manage Passkey. É ela que aprova qualquer transação.
  5. Acompanhe os Network Points, não só o uptime. Se depois de alguns dias só aparecem Uptime Points, a rede não está usando a sua banda. Desligue VPN, mantenha o app atualizado e prefira cabo ou Wi-Fi estável.

Se o app ficar travado em “Connecting”, o Grass recomenda remover e reinstalar, sair e entrar de novo na conta, trocar o DNS para 1.1.1.1 ou desligar a VPN.

Uma dica de custo zero: aquele Android antigo esquecido na gaveta pode virar um nó dedicado, ligado no carregador e no Wi-Fi de casa. Como o Android tem o maior multiplicador, ele tende a render mais que o seu notebook.

Minha leitura: para quem o Grass faz sentido

O Grass é hoje um dos raros projetos de DePIN (redes de infraestrutura física descentralizada) com receita relevante vinda de clientes de fora do mundo cripto. Isso vale mais do que qualquer gráfico de preço, porque mostra que alguém paga pelo serviço sem precisar do token para nada.

A virada de 2026 tem dois lados. Pagar os participantes em USDC, com dinheiro de receita, é economicamente mais saudável do que imprimir token novo para distribuir. Ao mesmo tempo, isso encerrou a fase em que deixar o computador ligado parecia um bilhete de loteria. O Grass passou a remunerar banda usada, na proporção do uso, e quase toda banda usada vai para nós estáveis, atualizados e em regiões com demanda.

Para o usuário comum, a expectativa honesta é de um trocado em dólar, sem promessa de renda. Faz sentido se você tem um aparelho parado (de preferência um Android), uma conexão residencial estável e está confortável com a ideia de terceiros verificados usarem o seu IP para acessar páginas públicas. Não faz sentido se você espera substituir salário ou repetir o airdrop de 2024.

Para quem acompanha Web3 como eu, o Grass é o melhor estudo de caso disponível de uma pergunta que vale para todo o setor: uma rede com receita real consegue repassar valor para quem a sustenta, seja o usuário que empresta a banda, seja quem tem o token? A estrutura sem equity aponta que sim. As próximas distribuições vão mostrar se aponta mesmo.

Se quiser testar, o convite é este: criar conta no Grass.

Fontes e referências

Perguntas frequentes

O Grass é golpe?

O app oficial tem empresa identificada (Grass OpCo Ltd.), fundação com diretores independentes, certificação da AppEsteem e receita reportada de US$ 17 milhões no primeiro semestre de 2026. Os prejuízos documentados ligados ao nome vieram de sites falsos. O risco real do app oficial é outro: a recompensa pode ser bem menor do que você espera.

Quanto o Grass paga por mês?

Não existe valor fixo. Você acumula pontos, e o valor do ponto é definido no fim de cada estágio. No Stage 2, cada Network Point valeu US$ 0,0049 e cada Uptime Point, US$ 0,00000007. Como 150 mil usuários concentraram 90% do tráfego, a maioria recebeu pouco.

Preciso comprar o token GRASS para participar?

Não. Para ganhar pontos basta instalar o app e manter a conexão. Ter ou não ter o token não influenciou a distribuição do Stage 2.

O Grass deixa a minha internet lenta?

O projeto diz que usa só a capacidade ociosa e recua quando você precisa da conexão inteira. Não encontrei medição independente. O teste mais simples é o seu: rode um teste de velocidade com o app pausado e depois com ele ligado.

O Grass consegue ver o que eu faço na internet?

Segundo o projeto, não. O app roteia pedidos de páginas públicas pela sua conexão, mas não acessa arquivos, histórico, senhas ou contas. O tráfego é criptografado.

Funciona no iPhone?

Não. O Grass roda em Android, Windows, Mac, Linux e como extensão do Chrome. Um app de iPhone chamado Touch Grass não tem relação com o projeto.

Como eu recebo o dinheiro?

Na última distribuição, em USDC, dentro da carteira na Solana que já vem com a conta. De lá dá para trocar por outros tokens, enviar para uma corretora ou sacar pela MoonPay, conforme o que estiver disponível na sua região. Cada transação na carteira custa US$ 0,15 mais a taxa da rede Solana.

Ainda vale a pena entrar em 2026?

Vale como experimento de custo baixo, se você tem um aparelho parado e uma boa conexão residencial. Não vale como aposta de renda, porque o valor das contribuições feitas depois de junho de 2026 ainda não foi definido oficialmente.

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